Audiência Pública debate situação da Santa Casa de Cuiabá

A Assembleia Legislativa (ALMT) realiza na manhã desta segunda-feira (25) audiência pública para debater a situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que suspendeu o atendimento à população. Autor da proposta, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) pretende reunir todos os envolvidos na questão para encontrar soluções para a instituição voltar a atender os pacientes.

“É triste ver a Santa Casa fechada. O Sistema Único de Saúde (SUS) precisa desse hospital funcionando. Estamos aqui para lutar pelo direito que a população tem de ser atendida. Para isso, é preciso que os funcionários recebam seus salários em dia e o hospital tenha condições de funcionar”, afirmou Lúdio.

Na sexta-feira (22), Lúdio Cabral visitou a Santa Casa e se reuniu com funcionários, voluntários e a direção da instituição. Ele ouviu as demandas dos trabalhadores do hospital, que passa por graves dificuldades financeiras, com dívidas, salários atrasados e uma série de greves.

“Os trabalhadores estão há seis meses sem salários. Hoje presenciamos a distribuição de cestas básicas aos trabalhadores, que precisam se manter. Além de reabrir as portas, a Santa Casa precisa voltar a funcionar com estabilidade. Queremos debater na audiência pública o formato para a Santa Casa voltar a funcionar”, afirmou o deputado.

A audiência pública tem como objetivo encontrar soluções para reabrir a instituição, que está com as portas fechadas às vésperas do aniversário de 300 anos de Cuiabá, que será no dia 8 de abril.

“É uma triste coincidência. Estamos a poucas semanas de comemorar 300 anos de Cuiabá, e Cuiabá só é capital do Estado porque essa instituição secular que é a Santa Casa foi instalada na nossa cidade, há mais de 200 anos”, observou o deputado.

A audiência pública

Durante a reunião o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, responsabilizou a própria Santa Casa pela atual situação que estaria ‘empacada’ por falta do envio do relatório da gestão com as contas da instituição. Ele também relatou que no dia 14 deste mês esteve com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e disse que qualquer valor do Estado e da União só será entregue após o plano de trabalho. “Esse plano será feito em duas vertentes, levantamento e como tratar o passivo e medidas para dar perenidade a gestão para que o problema não volte”, afirmou em entrevista.

O ex-diretor da Santa Casal, Antônio Preza, ao discursar sobre sua gestão foi enfático ao declara para judicializar qualquer problema que houver contra a sua administração, alegando que recebeu 2 vistorias do Estado e antes de assumir a diretoria isso nunca havia acontecido. “Entrem na Justiça para acabar com a conversa fiada. Isso não é um prolema local. Cerca de 200 Santas Casas no país fecharam nos últimos anos, encerrando com 11 mil leitos”, apontou. Durante sua fala os funcionários saíram da sala.

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